O palco da emocionante decisão foi o estádio El Cilindro de Avellaneda.
Após vencer o San Lorenzo por 3x1 no sábado o Boca entrou podendo até perder por um gol de diferença para o Tigre.
O Tigre havia perdido para o San Lorenzo por 2x1, mas em caso de empate em pontos e saldo de gols seria o campeão por ter vencido seus dois oponentes no confronto direto.
E na partida decisiva o Boca jogou desfalcado de seus principais jogadores. Riquelme e Vargas estavam suspensos e Palermo ainda se recuperando de lesão.
Restou então aos bosteros armar uma retranca e tocar a bola para administar o resultado e faturar mais um Apertura.
A equipe do técnico Carlos Ischia segurou bem o resultado até o meio do segundo tempo, quando o goleirão boquense Javier Garcia resolveu complicar as coisas.
O arquero saiu mal do gol e foi antecipado pelo grandalhão centroavante do Tigre, Leandro Lázzaro, que marcou de cabeça. Tigre 1x0 Boca.
García já havia falhado no gol do San Lorenzo no sábado, e o técnico Carlos Ischia, sentindo o abatimento do goleiro que chorava no gramado, decidiu substitui-lo pelo reserva Josué Ayala
O gol incendiou a equipe do Tigre, que com mais um gol levaria o título.
Mas prevaleceu a experiência do Boca diante da esforçada equipe de Diego Cagna.
Morel Rogrigues foi um gigante na retaguarda boquense, o melhor jogador da partida.
Rodrigo Palácio, apesar de expulso nos minutos finais, foi importante e deu qualidade ao setor ofensivo do Boca tão carente da criatividade de Román Riquelme.
Gracián foi o destaque negativo no Boca. O avante prejudicou sua equipe com preciosismos desnecessários e muitos gols perdidos.
Depois de muita emoção, o apito final consagrou o Boca como campeão do Apertura 2008, o vigésimo terceiro campeonato argentino da história boquense.
O título veio no saldo de gols.
Interessante a fórmula de disputa argentina.
O Boca foi campeão com o gol que marcou nos acréscimos diante do San Lorenzo no último sábado.
Sem aquele gol, o resultado de hoje daria o título ao San Lorenzo, que não tinha nenhuma chance de ser campeão com os resultados de hoje.
E teve mais!
Caso o Tigre fizesse mais um gol e faturasse o campeonato, tiraria do Estudiantes a vaga na Libertadores.
Haja, coração!
Deu pra entender?
Emoção não faltou no final do campeonato argentino.
Cabe a pergunta: Seria interessante adotar a fórmula argentina no Brasil?
Entendo que temos o modelo mais justo. Mas não seria o modelo hermano o meio termo entre justiça e emoção?
O que você acha?
Um comentário:
Realmente, o Campeonato Argentino esbanja em emoção, e este triangular final não acontecia há mais de 40 anos (a última vez foi na década de 50, com o Vélez Sarsfield sagrando-se campeão). E o gostinho de campeão fica ainda mais doce pros torcedores do Boca ao ver o arqui-rival, River Plate, na última colocação do Apertura. Quanto mudar a forma de disputa no Brasil, acho que não seria o caso, porque os torcedores argentinos são mais fanáticos que nós (no sentido positivo e negativo), e por enquanto a fórmula pontos corridos está bem legal.
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