terça-feira, 9 de dezembro de 2008

Fênomeno em dúvida

O que muita gente não acreditava aconteceu: Ronaldo vai vestir uma camisa de uma equipe brasileira depois de mais dez anos sempre no exterior, em grandes centros. E o clube canarinho que vai ter Ronaldo na agremiação não é o Flamengo, como sempre se esperava... e sim o Corinthians. Agora a questão que fica é: vale a pena ou não o investimento?
Em primeiro lugar, Ronaldo é um nome conhecido no mundo, diferente do Corinthians (sem preconceitos gente); com o nome associado ao clube, a visibilidade corintiana para o mundo vai crescer muito. Junto com isso vem o aumento na arrecadação, seja por vendas de camisetas ou de ingressos nos jogos que o Fenômeno entrará em campo. Só que é exatamente neste ponto que vem a maior dúvida: quantas vezes ele jogará com a camisa do Corinthians? Há mais de cinco anos que Ronaldo não consegue imprimir uma série respeitável de jogos seguidos, tudo por causa da sua condição física.
Claro, ninguém aqui tem bola de cristal pra adivinhar o que acontecerá exatamente, mas que deve-se aplaudir a diretoria do Corinthians por ter conseguido isso não é questionável. Subiu para a primeirona, e volta abalando o mercado financeiro, com certeza... vamos ver se isso renderá títulos aos alvinegros.
Caio de Freitas

sexta-feira, 28 de novembro de 2008

Balançando o capim...

Para que não venham acusar este blog de tendencioso, o "Balançando o capim" dessa semana homenageia o maior rival dos donos deste blog.
Gols assim não há muito o que se comentar. Cabe a nós apenas aplaudir.
Com vocês, Marcelinho Carioca e o seu gol de placa no jogo contra o Santos na Vila Belmiro, em 1996.
Até placa do Pelé ele ganhou. Talvez tenha incorporado o espírito do Rei do Futebol naquele dia.
Rodrigo Azevedo

Sempre fazendo cagada

Domingo passado o América de Cali fez 3 a 0 no Deportivo Pereira na abertura da fase final do Campeonato Colombiano.

Pra quem não acompanha Campeonato Colombiano, uma informação: Renê Higuita é o goleiro do  Deportivo Pereira.

Talvez você tenha achado esse seja o motivo suficiente para justificar a derrota da equipe de Pereira.

Se pensou assim, acertou. Mas tem mais...

Higuita não se contentou em apenas perder.

Ele tinha que fazer mais uma de suas horrendas cagadas pra entrar na história.

Confira os gols da partida e veja a asneira que o "Scorpion Kick" cometeu:

http://www.youtube.com/watch?v=2GYPcwst9n0

Ele não cansa. Fazer bosta num jogo de Copa do Mundo não foi o suficiente.

Espero que essa sido pra terminar.

Afinal, já está mais do que na hora de, aos 42 anos, Rene Higuita "encerrar a carreira".

Rodrigo Azevedo

domingo, 23 de novembro de 2008

Pintou o campeão

Ninguém mais tira o título de campeão Brasileiro de 2008 do tricolor paulista.
Regular, eficiente, pragmático, competente.
Essas são características do time que provavelmente levantará a taça no próximo fim de semana, no Morumbi lotado, contra o Fluminense.
O Vasco bem que tentou. Jogou o primeiro tempo melhor que o time paulista.
Mas quem disse que esse São paulo precisa jogar bem para vencer.
Em uma cobrança de falta perfeita do excelente Jorge Wagner o tricolor saiu na frente.
Pouco tempo depois, o quase-anão Madson empatou em bola desviada logo depois que Rogério Ceni impediu que Anderson marcasse contra.
O segundo tempo serviu para o São Paulo retomar o domínio na partida e no placar.
O outrora sonolento e hoje eficiente Hugo marcou o segundo gol paulista.
O Vasco ainda tentou esboçar reação através do animal-ancião Edmundo, que obrigou Rogério Ceni a fazer grandes defesas.
O arqueiro tricolor foi bastante exigdo na partida, e trabalhou com extrama competência para manter a vantagem tricolor até o fim da partida.
Pela reça e pela superação o Vasco até merecia empatar, mas onesse segundo turno não é nada fácil furar a barreira de zagueiros tricolor e vencer Rogério Ceni.
As quatorze partidas de invencibilidade explicam isso.
O tri/hexacampeonato do São Paulo já é um fato. Provavelmente no próximo domingo levantará o caneco.
Além do mais, toda a competência tricolor vêm acompanhada por uma dose grande de sorte.
O Grêmio caiu de quatro diante do vitória no Barradão e não demonstra força alguma de reação.
A diferença já é de 5 pontos.
Sorte? Quatorze jogos invictos não são conseguidos somente com sorte.
Ou são?
Rodrigo Azevedo

sexta-feira, 21 de novembro de 2008

Onde está o país do futebol?

Basta um passeio pelos principais shoppings centers do Brasil para notar que algo está diferente na vestimenta do brasileiro: as camisas de futebol.

Certamente, as evoluções tecnológicas e adaptações à moda alcançaram os uniformes de futebol nos últimos tempos. Porém não é essa a principal diferença. O que se percebe é que cada vez mais as camisas de times internacionais vestem os torcedores brasileiros.

Segundo Jefferson Menezes, gerente de uma grande loja de camisas, os clubes com maior apelo no Brasil são Barcelona (Espanha) e Manchester United (Inglaterra), mas Milan (Itália) e Real Madrid (Espanha) não ficam muito atrás nas vendas. O time que mais cresceu nos últimos anos na venda de camisas foi o Chelsea, da Inglaterra.

Ainda de acordo com Menezes, o perfil do público que procura o material é em sua maioria jovem e de classe média alta. “A idade gira entre quatorze e trinta anos”, declara o gerente.

O sucesso cada vez mais presente do futebol europeu pelo Brasil tem levado até mesmo a preferência pela compra de camisas de equipes estrangeiras às de equipes nacionais.

Em uma loja de artigos esportivos de um shopping paulistano, um grupo de aproximadamente cinco adolescentes observava euforicamente uma camisa do Milan com o nome de Kaká estampado nas costas. Os garotos foram unânimes em afirmar que preferiam a camisa do time italiano à de seus times no Brasil.

O motivo para essa preferência está nos atrativos que o futebol europeu oferece ao seu público consumidor.

Segundo Vitor Birner, comentarista da Rádio CBN e do programa Cartão Verde da TV Cultura, “Na Europa estão os melhores jogadores brasileiros e do mundo. Conseqüentemente, os espetáculos proporcionados são de mais de qualidade”.

Para Mauro Cezar Pereira , comentarista da ESPN, o fato de desde cedo o futebol europeu estar presente na cultura do brasileiro permite que essa realidade ocorra. “Os jovens já conhecem futebol vendo os times de fora com os melhores jogadores do mundo. Não é preciso muito mais para que despertem interesse”.

As ações de publicidade e o marketing dos clubes do velho continente também explicam essa nova geração de aficcionados. O lançamento de games e enormes variedades de produtos licenciados tendo os craques como principal vitrine fazem cada vez mais a cabeça da garotada.

Sempre ouvimos que o Brasil é o país do futebol, mas para a nova geração de torcedores, o melhor futebol do mundo não é praticado por aqui. Para eles, o país do futebol está um pouco mais distante. Está logo ali: pelos gramados europeus.

Rodrigo Azevedo

quinta-feira, 20 de novembro de 2008

Se a moda pega...

Rory Delap é um irlandês de 32 anos e jogador do Stoke City, da Inglaterra.

O atleta se notabila cada vez mais por uma curiosa habilidade: a absurda força e distância que atingem seus arremessos laterais.

E agora andam dizendo [li no Trivela (www.trivela.com.br)] que Delap pode disputar as Olimpíadas de 2012 pela Irlanda, competindo em arremesso de dardo. 

O atual futebolista já praticou o esporte quando adolescente, o que serve para explicar tamanha habilidade.

Como curiosidade, sete dos 13 gols do Stoke na Premier League saíram desta forma.

Delap levou esse boato na brincadeira e rechacou a idéia. Mas já pensou se a moda pega por aqui?

Quem seriam as versões tupiniquins de Delap e se arriascariam em outros esportes?

Exercite sua imaginação e por favor, não vá me dizer que o Robinho disputará triatlo, o Richarlysson ginástica olímpica e o Ronado Fenômeno sumô. 

Confira a incrível habilidade de Rory Delap: www.youtube.com/watch?v=vvTS2wmnt3A

Rodrigo Azevedo

quarta-feira, 19 de novembro de 2008

Craques do camarote

Ultimamente uma das coisas mais chatas que existem são amistosos da seleção brasileira.

 

Geralmente contra times ruins e disputados apenas devido à interesses comerciais, a seleção nacional se tornou um negócio.

 

Está certo que a CBF (Confederação Brasileira de Futebol) é uma entidade privada, mas algo que sempre foi valorizado pelo povo como patrimônio nacional mereceria mais respeito.

 

Mas esse não parece ser o interesse de Ricardo Teixeira, o dono do futebol brasileiro. Dólares, petrodólares e euros são mais importantes do que a qualidade técnica de uma partida.

 

Na partida de hoje à noite, contra a seleção portuguesa, os craques da vez serão os políticos.

 

Não por acaso o local escolhido para o jogo foi Brasília e o povo teve praticamente proibida sua entrada no estádio quando do anúncio dos absurdos preços dos ingressos.

 

Mas para quê torcida no estádio se o mais importante serão deputados, senadores e governadores que negociarão questões ligadas à Copa de 2014?

 

O jogo será o de menos importante para o público que hoje comparecerá ao amistoso.

E por falar em amistoso, o jogo de hoje pode até ser interessante.

Mas tudo dependerá do interesse dos protagonistas (no caso, os atletas e não os políticos).

 

Kaká, o melhor jogador do mundo na última temporada, e Cristiano Ronaldo, merecedor do prêmio atualmente podem proporcionar lances geniais com a bola nos pés.

 

Tomara. Assim farão valer a pena um precioso tempo que dispensarei para acompanhar a partida.

 

Pois se os craques citados e seus companheiros entrarem na onda de quem estiver nos camarotes, o jogo será chato, irritante, monótono, como quase todos os amistosos da seleção.

 

É triste a constatação, mas apenas em raríssimos jogos e na Copa do Mundo a seleção me empolga.

 

Fruto das quase duas décadas em Ricardo Teixeira está na CBF e fez acabar com a preciosa relação entre o povo e o selecionado nacional. Uma pena.

Rodrigo Azevedo